Num certo dia eu estava num local, que jamais imaginaria que apareceria algum conhecido meu. Esse meu amigo desceu de um ônibus, numa parada ali próximo onde eu estava, e me perguntou o que eu estava fazendo ali. Eu falei: estou vendendo cachorro quente, já que tinha uma van de cachorro quente próximo onde eu estava e ele podia constatar. A conversa ficou mais séria do que eu imaginava. O meu amigo perguntou: é tua, àquela van de cachorro quente? Eu falei que sim. Só que ele perguntou: "Ela é tua mulher, ou tua namorada?" Eu perguntei quem. Ele falou: "a mulher que atende na van." Eu falei que era a minha namorada. Ele me perguntou se quando eu conheci ela, ela era mais nova e bonita. Eu falei que sim e perguntei como que ele sabia e por que tantas interrogações. Ele com um leve sorriso, falou: "eu sou meio psicólogo" e logo se despediu.
Meu Deus! Pensei que o sufoco tivesse terminado, quando menos esperei, vi ele passar meio apressado em frente à van de cachorro quente e falar para a mulher que depois passaria ali para pagar os 90 centavos que ele tinha ficado devendo de um lanche do dia anterior. Uma das minhas surpresas era que eu nem sabia que ele conhecia àquela mulher, nem tampouco que ele morasse ali por perto.
Depois eu fiz todo o balanço daquela conversa. Eu nem sabia que aquele meu amigo residia na mesma cidade onde eu estava, fazia muito tempo que a gente tinha se visto. Não entendo por que eu menti para aquele amigo, pois eu não estava vendendo cachorro quente, aquela van não era minha, nem eu era namorado daquela mulher. Eu nem sabia que àquela van de cachorro quente era de um dono, ou de uma dona, pois eu não tinha visto ninguém atendendo ali. Eu estava há poucos minutos sentado naquele banquinho. A praça tinha quase nada de movimento.
Corri atrás do prejuízo para não passar por mentiroso. Tentei conquistar àquela mulher, para ser um futuro namorado dela. Só que eu nem sabia se ela era casada, ou tinha namorado. Pensei mil coisas: Se ela for casada, o meu amigo vai pensar que eu sou algum amante dela; se ela tiver namorado, ele vai imaginar que eu sou corno ou o namorado dela é. Assim, pensei muitas e muitas asneiras.
Analisando bem, como uma mentira gera outras mentiras!

Nenhum comentário:
Postar um comentário